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domingo, 16 de setembro de 2012

► O filme 'UMA CARTA DE AMOR'.

O Filme
Para acompanhar as músicas do poeta Djavan - cantor brasileiro que constrói excelentes letras de músicasneste final de semana, já no domingo (16/09), pouco depois das 17 horas (antes tarde do que nunca), lembrei do belo filme "UMA CARTA DE AMOR" (ou "MENSAGEM NA GARRAFA"), com boa trilha sonora, belas imagens e com o ator Kevin Costner no papel principal. No meu perfil aqui no blog tem uma relação de filmes baseados em fatos reais, que é a minha preferência. Mas não deixo de lado outros filmes que nos mostram sentimentos e ensinamentos na vida. E para ter uma melhor leitura com a música do Djavan, não combina postagem e fotos de políticos que estão interessados em outras coisas. Desta forma, transcrevo abaixo as cartas que fazem parte do enredo do filme que leva o título desse assunto. São três cartas abaixo em um total de quatro. A quarta e última carta do filme eu vou deixar para que você, leitor ou leitora, saiba no filme, assistindo-o até o final, quando tiver oportunidade, porque vale a pena, apesar do desfecho que não agrada a todos, claro. Mas é um filme bem feito, com sentimentos. E no meio de tudo isso no filme, existe uma jornalista de nome Theresa (papel da atriz Robin Wright Penn) que tenta descobrir o autor das cartas (a foto dos dois personagens na capa do filme acima).

Não vou contar desfecho do filme, mas para quem ainda não viu, é a história de um homem que perde a esposa precocemente e se sente frustrado com a perda inesperada. Com isso, sendo um fabricante de barcos, escreve cartas e as coloca em uma garrafa, jogando-as ao mar, com declarações ímpares para a amada. A surpresa do apaixonado marido vem com a descoberta de uma outra carta endereçada para que todos tenham o conhecimento do amor que a amada sentia por ele. O Filme também conta com a bela atuação do já falecido e veterano ator Paul Newman. Vejam:


----- 1ª Carta -----

"Querida Catherine,

Lamento não ter falado durante tanto tempo. Sinto que andei perdido sem rota, nem bússola.

Estava sempre esbarrando nas coisas, talvez por carolice. Nunca me tinha sentido perdido. Você era o meu verdadeiro Norte.

Quando você era o meu porto, sabia sempre voltar pra casa.

Perdoe-me ter ficado tão zangado quando partiste. Continuo achando que foram cometidos alguns erros e estou à espera que Deus os corrija.

Mas já ando melhor. O trabalho ajuda-me. Acima de tudo, tu ajudas-me.

Ontem apareceste-me num sonho, com aquele teu sorriso que sempre me prendeu a ti e me consolou.

Tudo que me lembro no sonho foi uma sensação de paz.

Acordei com essa sensação e tentei conservá-la tanto quanto me foi possível.

Escrevo para te dizer que estou trabalhando para alcançar essa paz e para te dizer que lamento tantas coisas.

Lamento não ter tratado melhor de ti para que não passasses minuto algum doente, com frio ou com medo.

Lamento não ter me esforçado mais para te dizer aquilo que sentia.

Lamento nunca ter consertado o defeito da porta. Consertei agora.

Lamento as discussões que tive contigo.

Lamento não ter te pedido mil vezes desculpas por ser demasiado orgulhoso.

Lamento não ter elogiado tudo aquilo que vestias e todos os teus penteados.

Lamento não ter te agarrado com tanta força que nem Deus te pudesse arrancar de mim.

Com todo o meu amor, G."


----- 2ª Carta -----

"Querida Catherine,

Não se passa uma hora sem que te sinta comigo.

Arranjo os barcos, experimento-os e enquanto isso, as memórias vão vindo, como uma maré.

Hoje lembrei-me de quando éramos novos e você trocou o nosso mundo por outro maior.

Tive muito mais medo do que deixei transparecer. Combati o meu medo dizendo a mim mesmo que um dia voltarias e tentando descobrir o que te dizer quando voltasse a ver-te.

Devo ter considerado uma centena de possibilidades.

E o que acabei por dizer?  Pouco.

A minha boca recusou-se a trabalhar, exceto para te beijar.

E quando disseste: 'Vim para ficar'... ficou dito.

Estou novamente a fazê-lo.

Mas paro de pensar no que te diria se você voltasse."


----- 3ª Carta -----

"Para todos os navios do mar e todos os portos de abastecimento. Para a minha família e para todos os amigos e desconhecidos.

Isto é uma mensagem e uma oração.

A mensagem é que as minhas viagens me ensinaram uma grande verdade.

Já tinha aquilo que todos procuram e que poucos encontram: aquela pessoa no mundo que nasci para amar para sempre.

Uma pessoa como eu, da zona de Outer Banks, do misterioso Atlântico azul.

Uma pessoa rica em tesouros singelos que se fez aquilo que é.

Um porto em que estou sempre em casa. E não há vento ou sarilho, nem mesmo uma pequena morte, capaz de destruir esta fortaleza.

A oração é a pedir que toda a gente encontre um amor assim e através dele, seja curado.

Se a minha oração for ouvida, toda a culpa será apagada e todos os remorsos e toda a raiva será extinta.

Por favor, DEUS!

AMÉM!

Catherine."


EM TEMPO: a quarta e última carta está no filme, conforme expliquei acima. Assistam! Abaixo, segue o Trailler do filme:




"TÃO BOM MORRER DE AMOR É CONTINUAR VIVENDO." (Mário Quintana; poeta e jornalista brasileiro, 1906-1994)

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