Apesar de Vicente Yáñez Pinzón (ilustração ao lado), navegador espanhol, que chegou nas terras que hoje é denominado Brasil, em janeiro de 1500, oficialmente consta que o Brasil foi descoberto em 22/04/1500, pelo navegador português, Pedro Álvares Cabral. Então, o capitão-mor e sua expedição que descobriu o Brasil tinha ou não a verdadeira intenção de chegar aqui. Há questionamentos sobre isso, vez que há entendimento de que a descoberta foi de forma acidental. De qualquer forma, o Brasil foi descoberto. De lá para cá, muita coisa aconteceu, e outro momento marcante foi a independência do Brasil, cuja declaração foi dada pelo Príncipe Regente D. Pedro, em 07/09/1822.
Hoje o Brasil tenta caminhar para o mundo das grandes nações. Cabral descobriu aqui que havia pessoas inocentes, em virtude da nudez que mostravam. Eram os índios, que, com suas pinturas e características, mostravam ser um povo diferente de tudo aquilo que até então os portugueses conheciam. Inclusive, na carta que Pero Vaz de Caminha, escritor também português, que detalhadamente escreveu ao rei D. Manuel I sobre a terra descoberta, podemos perceber a riqueza de detalhes e o encantamento ao encontrar os habitantes que aqui já se encontravam naquela época. A redação da carta é interessante para os dias de hoje, e vou reproduzir uma parte para possamos perceber não só o encanto dos descobridores com os índios, mas também, a falta de interesse dos nativos com algumas coisas que lhes eram oferecidas. O ouro encontrado na Terra descoberta também foi mencionado. Leia:
"Ali veríeis galantes, pintados de preto e vermelho, e quartejados, assim pelos corpos como pelas pernas, que, certo, assim pareciam bem. Também andavam entre eles quatro ou cinco mulheres novas, que assim nuas, não pareciam mal. Entre elas andava uma, com uma coxa, do joelho até o quadril e a nádega, toda tingida daquela pintura preta; e todo o resto da sua cor natural. Outra trazia ambos os joelhos com as curvas assim tintas, e também os colos dos pés; e suas vergonhas tão nuas, e com tanta inocência assim descobertas, que não havia nisso desvergonha nenhuma. Todos andam rapados até por cima das orelhas; assim mesmo de sobrancelhas e pestanas. Trazem todos as testas, de fonte a fonte, tintas de tintura preta, que parece uma fita preta de largura de dois dedos. Mostraram-lhes um papagaio que o Capitão traz consigo; tomaram-no logo na mão e acenaram para a terra, como se os houvesse ali. Mostraram-lhes um carneiro; não fizeram caso dele. Mostraram-lhes uma galinha; quase tiveram medo dela, e não lhe queriam pôr a mão. Depois lhe pagaram, mas como espantados. Deram-lhes ali de comer: pão e peixe cozido, confeitos, fartéis, mel, figos passados. Não quiseram comer daquilo quase nada; e se provavam alguma coisa, logo a lançavam fora. Trouxeram-lhes vinho em uma taça; mal lhe puseram a boca; não gostaram dele nada, nem quiseram mais. Trouxeram-lhes água em uma albarrada, provaram cada um o seu bochecho, mas não beberam; apenas lavaram as bocas e lançaram-na fora. Viu um deles umas contas de rosário, brancas; fez sinal que lhes dessem, e folgou muito com elas, e lançou-as ao pescoço; e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço, e acenava para a terra e novamente para as contas e para o colar do capitão, como se dariam ouro por aquilo."
Nesta Carta de Pero Vaz de Caminha, podemos transportar para o dia de hoje o pensamento de políticos que surgem de pára-quedas em cidades onde nunca estiveram, como descobridores de todos os problemas, oferecendo soluções, e para tanto, que lhes seja dado o ouro suficiente para que assim ele trabalhasse. Esse ouro é o voto da população. Assim acontecendo, o político se alegra, volta para o seu lugar de origem, e, em vez de organizar o que deve ser feito no mandato que lhe é outorgado, começa a contabilizar os lucros que terão no período do seu mandato. O oportunismo parece novo, mas tudo começou a longíquos anos.
Cansado da subordinação, o grito de independência foi dado em 1822. Nos tempos de hoje, parece que a preocupação de fazer parte da máquina pública e buscar privilégio para si próprio, faz com que esse tipo de pessoa viva em um mundo medíocre, pequeno, mostrando o egoísmo que corrói qualquer coisa boa que ainda tenha no coração.
"SE VOCÊ QUISER VIVER MISERAVELMENTE PENSE SOMENTE EM SI; PENSE NO QUE PRECISA; NO QUE GOSTA E NO RESPEITO E ATENÇÕES QUE VOCÊ QUER QUE OS OUTROS LHE DÊEM!" (Charles Kingsley)
Em Tamoios, 2º Distrito do município de Cabo Frio (visão aérea e alguns pontos turísticos na foto acima), os moradores aceitaram a política eleitoreira e demagógica dos deputados estaduais do Rio de Janeiro, Jorge Picciani (PMDB), Paulo Ramos (PDT), e Alcebíades Sabino (PSC). Os nobres deputados são autores do Projeto 3008/2010, que prevê a criação do município de Tamoio, sendo assim, desmenbrado de Cabo Frio. A estratégia dos três deputados é angariar votos nas eleições de 2010, e assim, atender a seus objetivos pessoais. No entanto, com o poder de persuasão, com meia dúzia de palavras, os políticos na caçada de votos, tentam enganar a população de Tamoios para criarem movimentos com o objetivo de emancição do Distrito.
Vejam bem, senhores eleitores, a que ponto chegam determinados políticos para conseguirem votos. Utilizam de diversos subterfúgios para tentarem realizar suas metas pessoais, seus próprios interesses. O projeto 3008/2010, promovido pelos deputados informados acima, foi colocado em votação em sessão extraordinária no dia 20/04/2010, véspera de feriado, na tentativa apressada de consegui
rem a aprovação necessária. Mais do que isso, patrocinaram mais de uma dezena de ônibus com moradores do Distrito de Tamoios para que esses comparecessem na ALERJ (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro) para acompanharem a votação. É preciso perguntar às pessoas que foram na carreata à Capital Fluminense, quem pagou o respectivo transporte. Acredito que a maioria dos moradores mal informados que participaram da fatídica campanha de emancipação estejam frustrados, porque além de verem o projeto sair de pauta, a metade dos moradores de Tamoios foi barrada na Assembléia, e ficou do lado de fora esperando a sessão terminar.
O deputado Paulo Ramos, um dos autores do projeto, declarou que a emancipação é uma antiga reivindicação dos moradores de Tamoios, que diz que se sente abandonada e isolada de Cabo Frio, tendo inclusive que recorrer a outros municípios vizinhos para ter acesso a agência de Correios e Juizado Especial. Se a população do 2º Distrito realmente se encontra abandonada, situação que perdura por vários anos, porque o ilustre deputado não utiliza do próprio mandato que lhe foi outorgado para resolver a questão e buscar resposta do abandono ao administrador do município de Cabo Frio?! Por que o deputado Paulo Ramos, nos seus longos anos de mandato, não utilizou do mesmo para que a população de Tamoios fosse ouvida em suas reivindicações?! Acontece que a justificativa do Paulo Ramos é medíocre, pequenina, exatamente do tamanho do projeto que ele mais dois colegas da Assembléia fizeram, vez que o único objetivo é angariar votos. Pior do que isso, é conquistar votos tentar enganar o povo com uma promessa reconhecidamente ILEGAL, INCONSTITUCIONAL! Isto porque o Congresso Nacional precisa editar uma lei complementar, que fixará critérios mais rígidos. Enquanto isso, a criação de novos municípios está proibida antes da edição de lei complementar, evitando assim que cidades sejam criadas de forma irresponsável, aleatória, e também, eleitoreira, como é o caso de Tamoios, aqui em questão.
Lembro-me aqui das palavras do ilustre Ministro do Supremo Tribunal Federal, Carlos Aiyes Britto (foto ao lado), que também postei neste Blog, quando manifestou seu voto pela permanência da prisão do ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruada (sem partido), no dia 04/03/2010. Na oportunidade, o Ministro demonstrou perplexidade e foi brilhantemente enfático nas suas palavras: "... Há quem chegue às maiores alturas para cometer as maiores baixezas". Fazendo alusão a esta declaração, classifico a atitude dos deputados criadores do projeto para emancipação de Tamoios como sendo uma baixeza sem tamanho, diante do objetivo oportunista de somar votos, aproveitando ano eleitoral. Cabe ressaltar que "quanto maior for a altura, maior será a queda!".
É lícito os moradores de Tamoios reivindicarem a devida assistência e protestar pelo descaso e abandono dos longos anos por parte de vários governos omissos em Cabo Frio. No entanto, não se pode agir de forma irresponsável, na ilegalidade, e destruir um município todo. O dinheiro do petróleo é para ser investido em toda a cidade. Se esse é o motivo para o desejo de emancipação, que seja devidamente investigado o verdadeiro destino dos milionários royalties que Cabo Frio já recebeu e devidamente fiscalizado o que ainda irá receber. A ganância pode distruir uma cidade inteira, principalmente se o povo acompanhar determinados políticos que querem dividir uma população em troca de votos.
"A GANÂNCIA INSACIÁVEL É UM DOS TRISTES FENÔMENOS QUE APRESSAM A AUTODESTRUIÇÃO DO HOMEM" (Textos judaicos)
Os políticos usam e abusam da propaganda política, e do jeito que querem. Em 13/04/2010, foi inaugurada a UPA (Unidade de Pronto Atendimento 24 horas) no bairro Parque Burle, em Cabo Frio (placa e faixas na foto acima). No evento, além do governador do Estado do Rio de janeiro e o prefeito de Cabo Frio, compareceram os vereadores de Cabo Frio, vários prefeitos das cidades vizinhas, deputado federal, e até o prefeito de Nova Iguaçu (pré-candidato a senador e que veio tentar angariar alguns votos em 2010). Também esteve presente o vice-governador do Rio de janeiro.
Nesta grande oportunidade para promoções pessoais, alguns dos políticos aproveitaram para "aparecerem" ao máximo, seja usando o microfone, em fotos ou no vídeo, e nas faixas estratégicamente colocadas no evento, com os seus nomes. Mas, depois de uma semana da inauguração da unidade de saúde, as faixas com os nomes dos políticos continuam no local para a devida promoção pessoal de todos os políticos que "agradeceram" na referida inauguração. Incrível a estratégia usada pelos políticos para aproveitarem o ano eleitoral. Políticos, que já têm mandatos procuram divulgar o nome, com a expectativa de concorrerem a outro mandato político, e assim, abandonarem o posto para o qual foi eleito em 2008.
O presidente da Câmara Municipal de Cabo Frio, vereador Alfredo Gonçalves, além do palanque montado para a inauguração, onde estavam as autoridades, também usou faixa para fazer um "agradecimento" pela inauguração da UPA em Cabo Frio (foto acima). A prática parece ser comum, mas o evento já aconteceu, e as faixas continuam no local da instalação da unidade de saúde. O objetivo é conquistar votos nas próximas eleições de 2010, que será para Presidente da República, Senador, Deputado Federal e Estadual. Por falar nisso, qual o motivo de abandonar o mandato de vereador para Deputado ou Senador, que não seja o interesse político e poder?! As coisas são assim, hoje se é vereador, e sem cumprir o mandato para o qual foi eleito, o político já pode se candidatar para outro cargo político. E os eleitores que elegeram determinado político e não vêm esse mesmo político terminarem o mandato, como ficam?!
A tão falada reforma política deve também rever essa questão e proibir que determinada pessoa que já cumpre um mandato político seja proibida a se candiatar a outro mandato qualquer. A situação atual é vergonhosa e o jogo de interesses imperam nos candidatos que ficam "pulando de galho em galho", ou seja, escolhendo este ou aquele mandato, conforme seus interesses pessoais. E não venham tentar me convencer que não é interesse pessoal, porque se tentarem fazer isso a demagogia será muito maior.
Quanto às faixas que continuam na UPA de Cabo Frio, resta saber quando os políticos candidatos a outros cargos políticos irão retirá-las. Enquanto ninguém reclama, as faixas permanecerão no local, para que seja aproveitado da melhor maneira possível a inauguração que já se foi. Inclusive, até uma pessoa utilizando o nome da comunidade aproveitou o momento da inauguração da UPA para estampar seu nome em uma faixa vermelha (foto acima). No entanto, vou pedir informações ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral), e se for possível a realização de denúncia, como cidadão, irei fazê-la. Neste ano eleitoral de 2010 está mais fácil a denúncia, podendo ser feito por telefone ou e-mail, anexando as fotos disponíveis que podem ser enviadas para comprovar a irregularidade.
"POLÍTICOS E FRAUDAS DEVEM SER TROCADOS DE TEMPOS EM TEMPOS PELO MESMO MOTIVO!" (Eça de Queirós, escritor, 1845-1900)
A população de Cabo Frio, desesperada, tem reclamado bastante dos mosquitos em diversos bairros da cidade. A situação realmente está complicada, vez que a realmente está difícil ficar tranquilo com essa invasão de mosquitos na cidade, diante da iminência de se contrair a terrível dengue, que já vitimou muitas pessoas no Estado do Rio de Janeiro, inclusive, com morte. No entanto, a pior sujeira está na política. A situação caótica do município de Cabo Frio está insustentável, e o tudo está paralizado. A cidade não se desenvolve e os interesses políticos é o que está prevalecendo.
Tudo bem que o problema é conhecido no Brasil inteiro, mas em Cabo Frio, os políticos resolveram fazer carreira, em questão de desgoverno, passividade, omissão e completo desleixo. A cidade não demonstra recuperação, depois de um 2009 caótico, alegando problemas para a "crise mundial". A tal "crise", a partir de então, serviu de subterfúgio para os políticos dizerem que não há possibilidade de investimento e que é preciso aguardar a situação melhorar. Uma conversa para "inglês ouvir"! A situação é tão ruim, que o Segundo Distrito, Tamoios, já fala em emancipação, e deputados estaduais já até aprovalam um projeto de Lei para dar início ao feito. Devemos lembrar que, aproximadamente, 70% dos royalties de Cabo Frio é obtido através de Tamoios. E agora?! Outra grande discussão será promovida na cidade sobre a questão. Os políticos locais já estão preocupados com a nova ameaça de perder o "
ouro negro".
No entanto a política podre continua, esses mesmos políticos não se preocupam com o governo da cidade, onde se encontra uma saúde sucateada; com obras de saneamento básico esquecidas; nenhum investimento em infraestrutura para o desenvolvimento do município; transporte urbano monopolista e extremamente precário; servidores públicos desvalorizados, incluindo principalmente os profissionais da educação e da saúde, e desperdício de dinheiro público em diversos setores. O que mais se fala na cidade é a distribuição de diversas "portarias" a aliados políticos, parentes e "amigos próximos". Não sabemos quando isso será saneado, e se haverá uma auditoria nas contas da prefeitura para que seja avaliado o estrago!
Certo é que mais cedo ou mais tarde a verdade pode aparecer e a máscara cair. Políticos que apoiam o desvio de verba, gastos desnecessários com o dinheiro público, falência em diversos setores, e com a população sendo ignorada e enganada! Esta é a situação do município de Cabo Frio. E tem político que aparece na TV para dizer que a maior parte da população está preocupada com sua vida particular, sem se importar com a situação política de Cabo Frio. Sinceramente, melhor ouvir isso do que ser sudo! Este é o nível dos políticos que temos na cidade. Talvez o político quis dizer que as pessoas que têm "portarias" estão mais tranquilas, vez que o "dinheirinho" deles está reservado no cofre público!
"AS PRIMEIRAS FILAS DO INFERNO SÃO RESERVADAS PARA AQUELES QUE FICAM NEUTROS DIANTE DOS GRANDES PROBLEMAS DA VIDA! (Billy Graham, pregador americano)
O Hemolagos de Cabo Frio, fica no Hospital Santa Izabel (foto ao lado), não tem condições para fazer campanha para captação em massa de doação de sangue. Vez ou outra a instituição recorre à campanha em rádio e TV para suprir seu estoque de sangue na Região dos Lagos, mas a deficiência para atender a demanda não suporta isso, vez que a estrutura para atender aos doadores não permite um bom atendimento, e os doares ficam um bom tempo na sala de espera para a colega do sangue. Além disso, quando o doador entra na sala de captação, percebe o ambiente sem espaço, e vê como o profissional que vai coletar o sangue tem dificuldade de se locomover, procurando a melhor forma para realizar o trabalho. Se, por acaso, o profissional que for coletar o sangue quiser verificar os dois braços do doador, para buscar a melhor veia, vai ter de disputar espaço com a parede ou outros móveis do local da coleta.
O que mais chama a atenção é que o referido espaço é utilizado há anos, e as autoridades nada fazem para melhorar a situação. Os responsáveis pelo órgão captador sabem da situação precária, mas também não resolvem a situação. Eu mesmo deixei um documento com a responsável pelo Hemolagos, pedindo informações sobre a questão e solução para o problema, mas fui ignorado e até agora não obtive resposta. O que fizeram é permitirem uma campanha de doação, divulgada por um jornal local, onde um filho do diretor da empresa de transporte urbano em Cabo Frio aparecia na foto, incentivando a doação. Uma propaganda para promover a empresa de ônibus, nada mais do que isso.
Quando chega o período de verão, férias, e feridados prologandos, o Hemolagos sempre fala da necessidade da doação de sangue. Mas os políticos de toda a Região dos Lagos, que utilizam o sangue coletado em Cabo Frio nada oferecem ou propõe para resolver o problema. É preciso que alguma coisa seja feita, e que haja uma união de todo o município para a instalação do órgão em local espaçoso, digno para que os doadores possam participar melhor, e os profissionais coletores possam trabalham em um ambiente profissional adequado. Fazer propaganda para uma determinada empresa de ônibus não me parece uma boa solução. Além disso, a justiça proibiu uma campanha de um apresentador de TV, em Cabo Frio, em período eleitoral. Os aproveitadores de plantão não perdem a oportunidade e tentam se aproveitar da desgraça alheia, e com isso, receberem algo em troca pela suposta ajuda na doação de sangue. Não precisa aparecer para a mídia para ser doador, basta comparecer ao órgão para expressar a vontade e fazer parte do cadastro de doadores de sangue na Região dos Lagos. É simples, mas não tão rápido, em virtude da pouca estrutura oferecida pelo mencionado órgão.
"CUMPRA NÃO APENAS O SEU DEVER; FAÇA UM POUCO MAIS, E SEMPRE TERÁ SUCESSO!" (Andrey Carnegie).
A polêmica emenda Ibsen Pinheiro, que causou grandes manifestações dos Estados produtores, sobre a nova regra para a destinação dos royalties de petróleo, corre o risco de ser somente votada somente após as eleições de 2010. Tudo porque líderes partidários já solicitaram o adiamento da votação, diante de diversas propostas pelêmicas apresentadas no Senado, em Brasília. Desta forma, existe interesse que os representantes dos Estados do Brasil atuem apenas em ibenefício de seu Estado, em particular, e não do país. Mas isso foi exatamente o que foi feito na Câmara Federal, quando os políticos apenas votaram com demagogia. Os que votaram a favor da famigerada emenda, apenas olharam para seus próprios umbigos, com interesse exclusivamente político. Nenhum político se preocupou se a emenda é inconstitucional ou não, ou se os contratos celebrados poderiam ser rompidos, causando grande insegurança nos negócios já firmados.
Muitas Propostas de Emendas Constitucionais (PEC) continuam sendo apresentadas no Senado para reajustar o Projeto da partilha do petróleo. No entanto, os políticos terão de encontrar uma saída pacificadora, pois os Estados produtores irão ingressar na justiça alegando inconstitucionalidade da Lei. Sobre isso, o ministro presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) já se posicionou publicamente dizendo sobre a inconstitucionalidade da Lei. A briga promete ser longa e a polêmica vai continuar na mídia ainda por um bom tempo.
O presidente da Câmara Federal, Michel Temer, do PMDB-SP (foto ao lado), afirma que defende a proposta original d de restribuição dos royalties de petróleo, apresentada pelo seu líder de partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), antes da emenda elaborada dos deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG), Ano passado, Alves apresentou relatório que aumentava o valor distribuído aos Estados e municípios não-produtores, mantendo uma parcela maior de pagamento às unidades produtoras. A questão é complexa, pois envolve interesses e os políticos devem ter consciência que se trata de direito líquido e certo dos Estados Produtores e a mudança não é fácil, e, como já foi informado, pode parar no judiciário brasileiro.
Michel Temer informou ainda que ele não acolheu a "emenda redigida por Pinheiro e Souto, que propõe a distribuição igualitária entre Estados e municípios, mas que um recurso permitiu a apresentação da proposta ao plenário e sua votação". O referido deputado Ibsen Pinheiro, que estava no ostracismo desde a época do caso "anõs do orçamento", onde seu nome esteve envolvido, quis aparecer agora com a respectiva emenda, para distruir os Estados produtores de petróleo. particularmente acredito que esse Projeto do jeito que está não vai prosperar, e será derrubado na justiça, se o Senado não fizer um trabalho de revisão bem feito, fazendo permanecer a INDENIZAÇÃO aos Estados produtores, o que realmente é o objetivo dos royalties.
Aos político de plantão da região, que se preocupam em aparecer em manifestações pregando a proteção dos royalties aos Estados produtores e consequentemente aos municípios têm que se preocupar em cobrar dos administradores a real destinação do dinheiro do petróleo. Até agora não vi nenhum vereador da Região dos Lagos provando que fez a devida cobrança ao executivo do seu município, solicitando informações sobre o investimento do "ouro negro". O problema é que vários vereadores estão cheios de correligionários "anexados" no governo, com diversas portarias, ou funcinários fantasmas, que sugam o dinheiro público, inclusive, o dinheiro dos royalties. É uma prática escandalosa que até agora ninguém conseguiu intervir. E agora, em ano político, a questão dos royalties serão bem enfatizadas, com o objetivo de angariar votos, muitos votos, para os dublês de políticos, assim como, para novas portarias e boas ações aos correligionários, seguidores fiéis para mamarem nas "tetas do governo". Devemos observar bem os discursos dos políticos profissionais.
"A VERDADE É UM OCEANO ILIMITADO; O HOMEM SÓ DELE CNHECE AS CONCHINHAS QUE VÊM TER À VISTA!" (Isaac Newton)
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, esteve mais uma vez em Cabo Frio, agora para inaugurar a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), na foto acima em construção, situada no bairro Parque Burle, em frente ao colegio Américo Vespúcio. Para o evento, realizado às 19 horas do dia 13/04/2010, apareceram diversas autoridades, inclusive da Capital Fluminense, como exemplo, o prefeito de Nova Iguaçu, o ex-presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Lindberg Farias, candidado a Senador, vez que não pode ser mais reeleito. Também estiveram presente praticamente todos os prefeitos das cidades da Região dos Lagos (que o governador chamou de "prefeitada", sem ser pejorativo), e o vice-governador, de sobrenome, Pezão (e isso é nome de governador?!)No discurso, o então prefeito de Cabo Frio, Marcos Mendes, falou que "não era dia de discurso e sim de agradecimento". No entanto, não deixou de fazer propaganda para todos os palanqueiros de plantão, citando nominalmente cada um, e cada um comparecia na frente do palanque para acenar ao público. Inclusive, na sessão ordinária da Câmara Municipal, no dia da inauguração, terça-feira, que começa sempre às 18 horas, o vereador presidente, Alfredo Gonçalves, tomou o cuidado de diminuir a pauta para não atrapalhar a participação dos vereadores na referedida inauguração. Compareceram à sessão da Câmara, além de oito dos doze vereadores, o deputado federal Bernardo Ariston, que representa a Região dos Lagos na Câmara Federal, em Brasília. Os vereadores faltosos dessa sessão foram: Fabinho da saúde (PSC), Acyr Rocha (PSDB), Aires Bessa (PSDB) e Silas Bento (PSDB). Reparem, caros leitores, que três dos quatro faltosos pertencem ao partido do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do atual governador de São Paulo, José Serra, candidato à presidência da República no ano eleitoral de 2010. Coincidência ou irresponsabilidade dos faltosos?! Analise você.
Voltando ao assunto da inauguração, esses políticos, em seus discursos inaugurais, acham que fazem as coisas por simples favor ao povo. Já falei que eles se esquecem de que tudo que fazem em prol da população é OBRIGAÇÃO, e nada deve ser encarado como caridade. A demagogia nas palavras dos políticos em inaugurações chega a causar náusea, e o sorriso sínico na rosto desses profissionais da política chega a ser irritante. Pensam que enganam aos que têm um pouco mais de informação e conhecimento. Resta saber agora como vai ser o funcionamento na UPA inaugurada, e se realmente o governo estadual e municipal irão cumprir com o prometido, com atendimento eficaz, medicamento gratuito, e 99% dos casos resolvidos, como informou o governador Sérgio Cabral, explicando que o 1% dos casos não resolvidos será transferido para um hospital para tratamento especializado. Vamos aguardar!
Espero que o investimento não seja eleitoreiro, pois os políticos costumam sempre "atacar" nessas horas eleitorais, nas situações que mais aflige os munícipes, ou seja, saúde, educação e trabalho. Os demagogos de plantão, ou seja, os políticos, continuam acreditando que o povo pode ser enganado, calando a boca de todos quando inauguram feitos em ano eleitoral. A cidade de Cabo Frio precisa de muito mais do que uma UPA, precisa de dignidade para viver, precisam de uma cidade organizada, com administrador competente, com uma pessoa que trate o dinheiro público com responsabilidade, precisa de governo, de atuação correta. Aos enganadores, fraudadores, usurpadores, o povo quer cadeia mesmo!
"GOVERNAR É PREVER, PARA PROVER!" (Rui Barbosa (1849-1923), um dos maiores advogados que o Brasil já teve)