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segunda-feira, 8 de abril de 2013

► 'JUSTIÇA HUMILHADORA': Juiz do Trabalho HUMILHA trabalhador porque compareceu de CHINELO para audiência. ABSURDO!

Local onde ocorreu a HUMILHAÇÃO ao trabalhador
Quando a gente imagina que já viu de tudo no Brasil ou que alguma coisa de mais ABSURDO não possa ocorrer, acaba se enganando, "redondamente". O fato, divulgado em vários sites na internet, teve seu destaque também no site do CONJUR (Consultor Jurídico), especializado na área jurídica. O caso ocorreu na 3ª Vara Trabalhista da Comarca de Cascavél/PR, quando o juiz Bento Luiz de Azambuja Moreira, que adiou uma audiência em virtude do autor trajar chinelos. Pasmem! É isso mesmo... o juiz, do alto do seu "pedestal", possivelmente, recusou-se a realizar uma audiência onde o trabalhador e autor de uma Reclamação Trabalhista, compareceu vestindo calça jeans, camisa social e CHINELO. Para o ilustre juiz, o calçado simples do trabalhador foi uma OFENSA À JUSTIÇA, tratando-se de traje inadequado para a ocasião. Será que o juiz está acostumado a realizar audiência com empresários/patrões EXPLORADORES, vestindo roupas do mais alto preço ou, até mesmo, POLÍTICOS CORRUPTOS, também empresários, que "EMBOLSAM" valores devidos ao INSS e deixam de depositar o FGTS dos funcionários? Talvez sim!

Mas o humilde, porém CIDADÃO DIGNO e TRABALHADOR, não deixou a situação passar "em branco". Ingressou com uma AÇÃO POR DANOS MORAIS contra a  UNIÃO, já que a Justiça do Trabalho é Federal e a UNIÃO é a responsável pelo órgão (quando lembro de "UNIÃO", vem logo à mente o GOVERNO VAGABUNDO FEDERAL). E foi exatamente o GOVERNO FEDERAL condenado a pagar uma indenização de R$ 10 mil reais ao trabalhador, pela humilhação sofrida por um juiz trabalhista, de toga, paletó e gravata. Pena que apenas a "TOGA, o PALETÓ e a GRAVATA" não ensinam boas maneiras, respeito e humildade, não é mesmo, senhores juízes, promotores, advogados, desembargadores e ministros? Pelo contrário, tal graduação acaba atrofiando o cérebro de muitos dos doutos "entendedores" de Leis.

Mas, voltemos ao caso em comento: a Ação por Danos Morais promovida pelo trabalhador humilhado foi distribuída na 2ª Vara Federal de Cascavel, e a juíza Marize Cecília Winkler, deu uma aula na sentença, rebatendo a RIDÍCULA (com o devido respeito) defesa e condenando a UNIÃO. Para a digna juíza, a UNIÃO NÃO agiu no estrito cumprimento do dever legal ou no exercício legal de um direito ao cancelar uma audiência porque o trabalhador não trajava calçado. A juíza, sentenciou que "ao comparecer a um ato judicial trajando calça jeans, camisa social e chinelo não gera ofensa alguma à Justiça do Trabalho, nem causa tumulto ao ato, o que ocorreria se o reclamante comparecesse fantasiado num nítido tom de deboche". Com a atitude sem cabimento do juiz trabalhista, a UNIÃO ainda quer recorrer da decisão. Talvez, para passar maior vergonha em instância superior. Só pode! Ao invés de assumir o erro e punir o juiz trabalhista, causador da humilhação vergonhosa e sem sentido algum, a UNIÃO ainda quer dizer que o juiz deu uma "aula de bons costumes"? Como diz a ilustre leitora deste humilde blog, Abigail Fonseca, professora e blogueira da Bahia: "FAÇA-ME UMA GARAPA!" (risos)

Boa parte do POVO também
não sabe o que é
RESPEITO
E para mostrar que DIREITO e CIDADANIA andam juntos, o humilde trabalhador NÃO aceitou as desculpas, já que depois todos passaram a chamá-lo de "CHINELÃO" nas ruas. Quer dizer: o POVO que devia se INDIGNAR com o tratamento dado a um CIDADÃO que foi buscar o seu DIREITO na JUSTIÇA e foi HUMILHADO pelo representante dela, ainda gosta de "zombar" do trabalhador? É isso que dá, apenas entregar ao POVO o "BOLSA-GORJETA" ou qualquer outro benefício ou "malefício", para abdicar de PENSAR e AGIR. Talvez seja reflexo da HUMILHAÇÃO que o próprio POVO sofre do GOVERNO FEDERAL VAGABUNDO. É isso que acontece quando o VOTO é de CABRESTO.

E retornando ao assunto sobre a HUMILHAÇÃO OFICIAL JUDICIÁRIA, o trabalhador, com toda a sua humildade, ainda deu um "tapa sem mão" contra a HUMILHAÇÃO sofrida. Conforme descrito na reportagem, o trabalhador disse que "não tinha a intenção de ofender a dignidade da justiça", já que seu traje é o que utiliza normalmente, "não podendo isto ter mais importância que o direito de acesso à justiça". E pasmem, senhoras e senhores leitores: o juiz trabalhista, não satisfeito com a HUMILHAÇÃO praticada, retrucou quando o advogado do trabalhador questionou sobre a audiência cancelada, respondendo: "aqui não é campo de futebol nem barco para vir de chinelo de dedo". E ainda dizem que o acesso à "JUSTIÇA É PARA TODOS". Desculpem-me, prezados leitores, mas isso me dá náuseas, dor de barriga... "ECA"!

E para completar o "show de horrores judicial", a defesa da UNIÃO ainda alegou que a atuação do juiz não poderia dar origem à uma INDENIZAÇÃO, vez que o ato praticado foi no pleno exercício da função judicante, o qual só gera dever de indenizar nos atos previstos expressamente em Lei ou na Constituição Federal. Então quer dizer que, no exercício da função judicante o juiz pode HUMILHAR as pessoas quando tiver livre vontade? FAÇA-ME OUTRA GARAPA, por favor! E, finalizando a tese RIDÍCULA de defesa da UNIÃO, com o devido respeito novamente, foi explicada que várias outras audiências foram canceladas, o que poderia comprovar que o juiz da JUSTIÇA HUMILHADORA "não considerou o autor da Ação Por Danos Morais  INDIGNO, mas sim, considerou o calçado que ele utilizava inapropiado". É piada?! Tenho que rir?! Em homenagem a toda essa AULA INDIGESTA DE HUMILHAÇÃO, vou ao banheiro, porque a coisa ficou feia... aliás, muito feia!


►►►  CLIQUE AQUI  para ver o assunto no site do "CONJUR" (Consultor Jurídico)


"OS JUÍZES SÃO HOMENS, NÃO SÃO ANJOS" (Carlos Velloso; ex-presidente do Supremo Tribunal Federal; 1936)


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